A APSA – Artesãos de Porto de Sauípe Associados reúne 54 mulheres artesãs do
Litoral Norte de Salvador, que fabricam bolsas, chapéus, tapetes, almofadas e outras peças com palha de piaçava recolhida na região. Fundada em 1997 e legalmente reconhecida a APSA nasceu da necessidade de desenvolver, organizar e promover o artesanato local, para defender sua função tradicional de complemento da renda familiar e seu valor cultural. Assim, encontraram soluções para geração de renda a partir da pequena produção autônoma que recebe apoio UNIFACS, CAPINA, SEBRAE e CESE.
Para Maria Joelma Bispo Silva, 36 anos, Presidente da APSA, o apoio de ONG’s como a CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviços ocorreu num momento crucial da consolidação da entidade, possibilitando a ampla divulgação do trabalho das artesãs. “Daí, surgiram muitos clientes. Antigamente, quando entrava um ônibus no povoado, a gente corria atrás para tentar vender nossos produtos. Agora não. Vem gente de todo o País. A gente agora tem nosso dinheirinho e pode comprar sabendo como vai pagar ”, afirma Maria Joelma.
As mudanças ocorridas recentemente, no litoral norte da Bahia, e mais especificamente no perímetro da APA Litoral norte, se de um lado estão criando condições para a futura modernização e diversificação da estrutura produtiva da região, de outro têm abalado profundamente as economias locais, consolidadas secularmente sobre o desenvolvimento de atividades tradicionais, como o artesanato e a pesca, com fortes impactos sobre as condições e qualidade de vida das populações residentes.O artesanato de Porto de Sauípe tem uma importância significativa na economia local. Esta prática garante a sobrevivência de muitas famílias, principalmente no período do inverno, quando as condições climáticas interferem na produção pesqueira e rural. Assim a atividade que é principalmente feminina, passada através de gerações de maneira espontânea, reflete na vida do povoado que, além disso, é capaz de representar plenamente um papel educativo, de formação ética e cultural, por propiciar a convivência e a solidariedade entre grupos de mulheres, como forma de respeito à comunidade e exercício da cidadania que por meio de um valioso trançado, mobilizando-se em grupos, desde a coleta da matéria prima, em lugares afastados e isolados, até a secagem, tingimento, o desfiamento da palha e o trançado, chegando à costura final. Com isso, percebe-se, dentro desta realidade, a importância do papel da mulher na organização de vida desta comunidade.
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O Beco dos Artistas, localizado no bairro Garcia que já foi ponto de encontro de intelectuais, estudantes e artistas, hoje é taxado por muitos como um gueto. Eduardo Souza, proprietário há dois anos do bar Academia da Cerveja é um gay assumido, e diz que não concorda com o fato do Beco ter o desígnio de “reduto homossexual” e que a sua história lhe fascina: “tudo começou quando D. Xica, uma das mais antigas moradoras, começou a comercializar uma cachacinha feita de infusões preparada por ela mesma”. A partir daí as pessoas freqüentavam o Beco em busca daquela cachaça que já começava a ficar famosa.