
O projeto de revitalização das barracas de praia da orla de Salvador-Ba foi lançado, mas embargado por burocracias e indagações sem autores.
POR AMANDA MENEZES
Em todo o Brasil, detentora de uma das maiores baias do mundo a chamada de Bahia de Todos os Santos. Cortada de uma ponta a outra por praias não muito bem vistas pela falta de cuidados.
São 50 km de orla marítima em que se podem ver as belezas naturais e desfrutar de muita comodidade para os banhistas, uma vez que, Salvador é uma das poucas cidades que tem barracas nas areias da praia.
Tudo isso fez com que se pensasse em algo para a melhoria de sua imagem.
O pontapé inicial foi à criação do projeto de revitalização das barracas de praia da orla, divulgado pela imprensa em janeiro de 2006. Um ano depois as obras que já haviam sido iniciadas foram embargadas.
O Projeto para tornar a Orla mais bonita, com barracas modernizadas, serviços mais qualificado e disciplinado o uso dos espaços, beneficiando barraqueiros e banhistas, foram patrocinados por empresas privadas como as cervejarias Ambev e Shcincariol, através de parcerias com barraqueiros, sob a supervisão da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp).
A realidade
Uma reunião entre a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplam), Patrimônio da União e Ministério Público Federal, irá determinar a quantidade de barracas que serão mantidas no mesmo local e as que serão transferidas, além do número das que deixarão de existir.
Enquanto isso, as barracas de praia estão em sua maioria em funcionamento em meio aos escombros e obras não terminadas, em completa improvisação pelos donos, que foram os maiores prejudicados nessa história. Eles tiram de lá seu sustento e teve o movimento reduzido com todos os acontecimentos. “Minha barraca era bem freqüentada e hoje o movimento caiu em quase 50%. Já ouvi clientes reclamando por causa do banheiro, do chuveiro enfim da estrutura.” Desabafa Antônio Carlos de Freitas dono da Barraca do Alemão em Jaguaribe. A situação da cozinha das barracas também causa preocupação pelas péssimas condições de higiene.
Além de todos esses prejuízos a questão é que neste chove e não molha só quem perde são eles e a população com mais uma promessa sem cumprir.
Veja mais;
Justiça determina que Ibama conduza licenciamento de barracas em Salvador
http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/meio-ambiente-e-patrimonio-cultural/mpf-ba-justica-determina-que-ibama-conduza-licenciamento-de-barracas-em-salvador
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O Beco dos Artistas, localizado no bairro Garcia que já foi ponto de encontro de intelectuais, estudantes e artistas, hoje é taxado por muitos como um gueto. Eduardo Souza, proprietário há dois anos do bar Academia da Cerveja é um gay assumido, e diz que não concorda com o fato do Beco ter o desígnio de “reduto homossexual” e que a sua história lhe fascina: “tudo começou quando D. Xica, uma das mais antigas moradoras, começou a comercializar uma cachacinha feita de infusões preparada por ela mesma”. A partir daí as pessoas freqüentavam o Beco em busca daquela cachaça que já começava a ficar famosa.